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Súmula do Colóquio em LA

Súmula do Colóquio em LA
“Ensino de línguas para fins específicos em contexto tecno”,
realizado no PGLA da UnB, em 31 de março de 2017.

Realização do PGLA
Coordenação de Magali Barçante
e José Carlos P. de Almeida Filho

Falar em Ensino de línguas para fins específicos (ELFE) implica inseri-lo sócio-historicamente, ou seja, na sua história e contemporaneidade. Quando recortamos o contexto para a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), mais um elemento fundante a ele se agrega, a demanda do mundo do trabalho. Indo um pouco mais nessa dinâmica, o olhar do professor alcança também os interesses de seus alunos. A articulação da demanda e do interesse, ou seja, de objetivos bem claros e definidos, portanto, se firma na contemporaneidade.

Debater ELFE em contexto tecno (técnico e tecnológico, conforme Almeida Filho, 2016), foi a motivação do colóquio realizado sob os auspícios do PGLA da UnB no último 31 de março. Participaram da mesa, a professora de espanhol, Renata Mourão Guimarães, do Instituto Federal de Brasília  e as professoras de inglês, Elizângela dos Santos Alves da Silva, do Instituto Federal de Brasília e Poliana Alves Brito, do Instituto Federal do Tocantins, mestres por esse Programa.

O evento teve a coordenação dos professores doutores Magali Barçante e Almeida Filho, ambos da UnB. A Profa. Barçante, da Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, São Paulo) é docente colaboradora do PGLA há oito anos e oferece desde o início a disciplina sobre o ensino de línguas em contextos tecnológicos e técnicos nesse Programa numa iniciativa original e única em todo o país.

As professoras Guimarães (Renata), da Silva (Elizângela) e Brito (Poliana) apresentaram e discutiram os resultados de suas dissertações de mestrado (http://pgla.unb.br), defendidas no Programa recentemente e dentre seus argumentos e bases destacamos o seguinte:

  1. Planejamento curricular de língua estrangeira (LE) na EPT de nível médio técnico, a partir de reflexões sobre o ensino de espanhol, considerando as suas especificidades, particularidades e propósitos com base nos documentos oficiais e na literatura da área, integrando conteúdos/temas e língua (CLIL/ /AICL) na aprendizagem integrada de conteúdos ou temas com línguas vivida por meio de tarefas. 
  2. Explicitação do processo real e reflexão sobre a construção de um planejamento de curso da EPT integrado ao Ensino Médio no contexto de ELFE.
  3. Análise e discussão do currículo de um curso superior tecnológico visando a possíveis graus de ajuste de um plano de ensino com tarefas a serem desempenhadas no ambiente acadêmico e profissional, replanejado a partir do levantamento de necessidades e interesses com vistas ao desenvolvimento de competência comunicativa.

A participação do público e o diálogo com as apresentadoras fortaleceu as discussões, e encaminhou-se para algumas questões assim elencadas:

  1. Muitas vezes não reconhecemos a própria instituição de tipo tecno como essencialmente ensinadora de línguas para fins específicos.
  2. A modalidade de curso com fim específico é contemporânea nas suas atuais características e estágio de desenvolvimento no campo do Ensino de Línguas, recebendo, portanto, a influencia do momento sócio-histórico que vive com seus aprendizes, materiais e cursos voltados à formação de professores para esse contexto crescente no país.
  3. A aprendizagem entre docentes das áreas técnica e de línguas é inegável e tem avançado como uma necessária e profícua etapa do seu desenvolvimento.
  4. O que podem os cursos tecno considerar como conhecimento minimamente necessário para com eles se atuar no mercado/mundo do trabalho?
  5. A unificação de ementas de línguas estrangeiras levaria à perda de autonomia dos Institutos Federais?
  6. O nivelamento de conhecimento e desempenho em língua estrangeira dos ingressantes dos cursos na EPT seria factível e necessário na distribuição dos alunos por níveis de adiantamento? (Caso levantado das FATEC de São Paulo que já avaliam 20 mil alunos ingressantes por ano nesse quesito. Níveis de desempenho e exames ao final dos estudos já estão no horizonte no Estado de São Paulo.)
  7. A necessidade de publicação na área para criarmos uma cultura de diálogo entre as instituições de EPT tanto na rede federal como nas estaduais (Institutos Federais e Fatecs, por enquanto). A sistematização e critérios bem definidos contribuiriam nos casos de remoção e transferência e na comparabilidade dois sistemas.
  8. A necessidade de, em sala de aula, conversarmos com os alunos ingressantes sobre as necessidades da área/eixo e interesses.
  9. Consultas positivas aos Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (http://portal.mec.gov.br/catalogo-nacional-de-cursos-tecnicos)  e ao Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia (http://portal.mec.gov.br/catalogo-nacional-dos-cursos-superiores-de-tecnologia) para elaboração de planos de ensino, assim como à Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) (http://www.ocupacoes.com.br).
  10. Otimizar a carga horária destinada às línguas estrangeiras, com objetivos claros e definidos, além da clareza da área/eixo de atuação, com levantamento de necessidades e interesses para negociação entre docentes e alunos, de modo que o aluno perceba a sua co-responsabilidade no processo de aquisição da língua  e se conscientize da existência do filtro afetivo nesse processo.
  11. Materiais didáticos para EPT precisarão de maior definição no futuro próximo.
  12. ELFE precisa ser incluído na formação de professores nos cursos de Letras.

O Colóquio especial sobre ELFE no PGLA teve lotação plena na audiência, interação efetiva com o público que incluiu professores e alunos do IFB de Brasília e de outros Estados, com indicação produtiva de possíveis pontos para próximas discussões em colóquios e na disciplina ELFE no Contexto de Ensino Tecno do PGLA.

Colóquio

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